Playboy não, empresário da noite
Faturamentos milionários, belas mulheres e grifes de luxo. Os novos donos da noite paulistana mostram como a vida pode ser uma festa.
Numa das mesas do Cafe de la Musique, o empresário Leo Ribeiro fala sobre seus cuidados com a imagem. “Tenho tentado me livrar da fama de mulherengo”, conta ele. Alheia à conversa mole, uma loira escultural surge para cumprimentá-lo, quase no mesmo instante. Os dois conversam por uns segundos, dengosinhos, enquanto a moça acaricia os cabelos dele. Ao pé do ouvido, parecem combinar um lance para mais tarde ou algo assim. É quinta-feira no point da juventude dourada de São Paulo, no Itaim. Ribeiro, um dos sócios da casa, integra a mais recente geração de empreendedores que, à frente de bares, restaurantes e boates, dividem o trono outrora ocupado pelos reis da badalação paulistana José Victor Oliva, Ricardo Amaral e Giancarlo Bolla. São os novos príncipes da noite, dedicados a receber o público, como eles, endinheirado e disposto a esvaziar suas polpudas carteiras na farra.
Ribeiro possui 5% do Cafe, mais 15% da filial em Florianópolis. Apesar de relativamente modesta, sua fatia é suficiente para que desfrute um estilo de vida invejável. Dirige um Toyota Corolla 2007 (“não chama atenção”), vive num apartamento próprio de dois quartos nos Jardins, onde acomoda sua coleção de quinze relógios de marcas que vão de Swatch a Rolex. “E sempre está com alguma loira sensacional do lado”, conta um amigo. Só veste roupas de grife. “Ganho bastante coisa. Outro dia, a Volkswagen deixou comigo um carro, em comodato, porque circulo por lugares legais”, afirma. Adora Dolce & Gabbana, Calvin Klein e Prada. Das nacionais, Iódice e Sergio K. Esta última, aliás, parece onipresente nos closets dessa rapaziada. “Donos de casas noturnas são formadores de opinião”, diz o estilista proprietário da marca, Sergio Kamalakian, que costuma dar a figuras como eles desconto de 20%. “Muita gente chega à loja interessada em comprar a mesma camisa com que um deles apareceu numa coluna social.”
Simpático, disposto a responder sobre quase tudo, Ribeiro fecha o bico quando o assunto é dinheiro. Traço comum a todos os outros personagens desta reportagem. Ninguém revela seus rendimentos, comissões e afins. Mas não é difícil fazer um cálculo aproximado. No caso do Cafe, por exemplo, são 1.000 pessoas por semana, que gastam em média 90 reais, resultando num faturamento de 90.000 reais. Ou seja, 360.000 reais brutos por mês. Com uma margem de 20% dá um rendimento líquido de cerca de 70.000 reais. Parece pouco, levando-se em consideração o estilo de vida que têm. Mas o tilintar da caixa registradora soa para valer por causa de outra fonte de renda, muito mais caudalosa: os patrocínios. O maior patrimônio de uma top balada é sua clientela. Como abelhas no mel, um enxame de empresas procura expor sua marca para esses freqüentadores, considerados a elite da elite. “Se o consumidor descobre um novo produto durante uma festa agradável, aquilo fica marcado como um momento mágico”, explica José Victor Oliva, com a experiência de quem comandou catorze casas milionárias nas décadas de 80 e 90.
Um caso que chama atenção é o do Buddha Bar. Franquia gastronômica presente em Paris, Nova York, Dubai e Beirute, corre com as obras para a inauguração, em dezembro, na Daslu. Valor do investimento: 4,5 milhões de reais. Só para trazer da Tailândia a enorme estátua de Buda, de 580 quilos e 4 metros de altura, que enfeitará o salão foram gastos 110 000 reais. Parceiros pesos-pesados garantem o sucesso do negócio, com cotas de patrocínio mínimas de 150.000 reais. Nessa lista encontram-se Visa, Procter & Gamble e Mercedes-Benz. A Diageo, dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff, pagou 400.000 reais, em dinheiro e em produtos, pela exclusividade de vender suas bebidas na casa. “Para qualquer empresa, representa a chance de estar 100% perto do consumidor que mais nos interessa”, afirma Karina Guarita, gerente de comunicação de outra fabricante, a Moët Hennessy, dos champanhes Dom Pérignon e Veuve Clicquot.
Em geral, essa moçada fica arredia se o assunto são seus casos, rolos, tico-ticos no fubá e amizades coloridas de qualquer espécie. Ao contrário de um dos musos da geração anterior, Rico Mansur – que tem no currículo Gisele Bündchen, Luana Piovani, Isabella Fiorentino, Letícia Birkheuer e, ufa!, Isabeli Fontana –, a maioria namora mulheres pouco conhecidas. Exceto Luigi Cardoso Alves, sócio do Museum, cuja namorada, Fabiana Tambosi, é modelo e estrela uma campanha de xampu. O time dos comprometidos conta também com Rubens Zogbi, detentor de 51% do Buddha Bar, que namora há três anos a dasluzete Ales-sandra Ugolini. “Vamos nos casar em 2008”, promete. Marcos Maria, do japonês Yabany, da Disco e do Bar D’A Rua, está há um ano com a relações-públicas Chris Corchs. Por fim, Dudu Linhares e seus belos olhos verdes fazem um sucesso tremendo entre as mocinhas que freqüentam seu boteco, o Zé Bonito, na Vila Nova Conceição. “As meninas mandam correio elegante pelos garçons”, conta, encabulado. “É um desespero”, desabafa Carla Luque, 23 anos, sua namorada, que jura nunca ter precisado tirar satisfação com nenhuma assanhada. A ala dos solteiros, livres e soltos, por sua vez, é representada por Michel Saad e Marcos Campos, da Disco, além de Leo Ribeiro. Não é por falta de opção. “Sempre vejo os dois rodeados de mulheres bonitas”, entrega a jornalista Joyce Pascowitch. Vem dela, aliás, a explicação de por que onze em cada dez desses rapazes rejeitam a pecha de playboy que costuma recair sobre eles. “Quem trabalha, mesmo na atividade mais prazerosa do mundo, não devia ser tachado assim”, afirma. “Hoje não existe mais o sujeito que vive só da grana dos pais, sem nunca pôr a mão na massa.”
Isso, sejamos justos, todos esses playboys, ops!, empresários fazem. Enge-nheiro civil formado pelo Mackenzie, pós-graduado pela Faap, Michel Saad trabalhou oito anos na construtora e incorporadora de sua família, a Trisul. Atualmente, dá expediente diário no escritório da Disco, de cuja programação é responsável. A transição foi difícil. “Demorou dois anos até meu pai ver que não era uma brincadeira, que eu ganhava dinheiro”, conta. Além de possuir uma agência de eventos que só em 2007 trouxe ao país trinta DJs gringos (15% de cada cachê ficou com ele), cobra 5000 reais para comandar ele mesmo o som em festas e eventos bacanas, por duas horas. No ano que vem, pretende inaugurar seu terceiro empreendimento, o Terrasse. Trata-se de um bar com estilo mediterrâneo, também na Vila Olímpia, cujas obras começam até dezembro. Tanta atividade permite que se dê a luxos como chegar ao trabalho a bordo de um Porsche Carrera 1999, carro que reveza com seu Passat Variant 2004, e que viaje ao exterior, em média, seis vezes por ano. Como adora esquiar, ruma de mala e cuia para Courchevel, nos Alpes Franceses, no Carnaval, e para Portillo, no Chile, em julho. Passa, no máximo, dez dias fora em cada um desses passeios. Falta, porém, ter apartamento próprio. “Ainda não sobrou grana para comprar”, diz ele, que mora num loft alugado no Morumbi.
Não é só Saad que trabalha durante o dia. A grande maioria dos empresários da noite tem outra atividade, que toca como sua principal fonte de renda. São os chamados sócios-investidores, que muitas vezes nem passam perto das boates e, em geral, preferem não aparecer em reportagens e divulgação relacionadas ao negócio. Mas, por que, afinal, uma mesma casa tem tantos proprietários? Existem duas explicações. Primeiro por se tratar de um ramo difícil – a boate da moda de hoje pode ser considerada cafonérrima amanhã. Daí, se várias pessoas investem pouco dinheiro e o negócio afunda, o prejuízo é menor. A outra razão caminha pelo social, como explica Dudu Linhares, do Zé Bonito. “Com dez donos, você tem grupos diversos para encher a casa”, explica. “São mailings que se completam.”
Por falar em rede de contatos, os sete personagens ouvidos por Veja São Paulo disseram considerar os lugares do agito ótimos para fazer negócios. “Penso no Buddha Bar como um centro de relacionamentos para os negócios que toco durante o dia”, conta Rubens Zogbi, que tem uma empresa de previdência privada e uma financeira. “Ganhar dinheiro aqui é a última coisa que me passa pela cabeça.” Marcos Maria, do Bar D’A Rua, conheceu na balada os parceiros de sua próxima e mais ousada empreitada, a casa noturna Mercato 55, em Nova York, cuja inauguração está prevista para o mês que vem. Tem como parceiros Marcos Campos e a modelo Fernanda Motta (apresentadora do programa Brazil’s Next Top Model), entre outros. “Vamos abrir uma filial em São Paulo no ano que vem.”
Justamente por ter poucos amigos influentes quando resolveu abrir seu primeiro restaurante, em 2002, aos 23 anos, Marcos Maria comeu o sushi que o diabo amassou para o negócio decolar. Filho de um casal de libaneses, cresceu trabalhando com o pai na confecção de jeans da família, no Brás. Formou-se em economia e, quando resolveu trocar a indústria têxtil pelo japonês moderninho Yabany, penou para conseguir patrocínio. “Só quem conhece gente quente no ramo encontra investidores”, diz, escaldado com a experiência. Felizmente o 1 milhão de reais que investiu com os companheiros de aventura deu certo, e o lugar virou point. “Gostaria de ter seis casas na cidade”, suspira.
Conhecer pouca gente, era de esperar, dificulta qualquer trabalho. Surpresa mesmo é constatar que ter muitas caras familiares por perto pode virar um pesadelo, como descobriu Luigi Cardoso Alves, do Museum. “Se algo dava errado, o pessoal vinha reclamar direto, porque éramos amigos”, lembra, sem saudade. “Olhava os donos de clubes e pensava que seria moleza.” Mudou de idéia quando percebeu que precisaria ajudar sempre no fechamento do caixa, lá pelas 6 da manhã, entre outros pepinos típicos de casas noturnas. Estudante do último ano de publicidade da Anhembi Morumbi, Luigi pretende inaugurar um novo point gastronômico, dedicado à culinária contemporânea, nos Jardins. Para manter o padrão de qualidade de sua clientela, já começou uma árdua missão: viajar para conhecer endereços gastronômicos badalados como o Hacienda El Bulli, na Espanha, o Sketch, de Londres, e o L’Avenue, de Paris. Difícil, no caso dessa galera, é saber onde termina o trabalho e começa a diversão.
Leo Ribeiro, 29 anos
advogado, solteiro
Sócio de: Cafe de la Musique (5%) de São Paulo e de Florianópolis (15%)
Foi sócio de: Lotus (5%)
Atividades diárias: projetos de marketing e sociedade numa seguradora de automóveis
“Uma pessoa pode ter todo o dinheiro do mundo e não se encaixar no perfil de cliente de uma casa como o Cafe de La Musique”
Rubens Zogbi, 27 anos
administrador, namora há três anos
Sócio de: Buddha Bar (51%)
Foi sócio de: Lotus (10%)
Atividade diária: é proprietário de uma financeira e de uma empresa de previdência
“Ganhar dinheiro com balada é a última coisa que me passa pela cabeça. Penso nela como um centro de relacionamentos para meus outros negócios”
Dudu Linhares, 23 anos
cursa o 3º ano de relações públicas, namora há oito meses
Sócio de: Bar Zé Bonito (10%)
Nunca foi sócio de outra casa
Atividades diárias: faculdade, treinos e jogos de pólo
“As meninas pedem aos garçons que me entreguem bilhetinhos, tipo correio elegante”
Marcos Maria, 29 anos
economista, namora há um ano
Sócio de: Mercato 55, em Nova York (8%); Bar D’A Rua (18%), Disco (20%), Yabany (50%)
Nunca foi sócio de outra casa
Atividade diária: administra as finanças das casas das quais é proprietário
“Abrir meu primeiro restaurante, aos 23 anos, quase me deixou louco. Muita gente não acreditava em mim, por isso tive de ser persistente para vencer”
Michel Saad, 31 anos
engenheiro civil, DJ, solteiro
Sócio de: Buddha Bar (5%) e Disco (15%)
Nunca foi sócio de outra casa
Atividades diárias: organiza a programação da Disco e promove visitas de DJs estrangeiros ao país
“Meu pai demorou uns dois anos para aceitar que eu ganhava dinheiro com a noite. Há tempos não sei o que é ficar no vermelho”
Marcos Campos, 45 anos
administrador, solteiro
Sócio de: Mercato 55, em Nova York (10%); Cafe de la Musique, em Florianópolis (20%); Disco (35%)
Foi sócio de: Casa Pizza (20%), Cabral (25%) e Sirena, em Maresias (25%)
Atividade diária: cuida da MC2 Managing Ideas, assessoria de produtos e serviços de alto padrão
“Acho perigoso um negócio ter sócios demais. Não dá para ter um cachorro, uma coleira e três pessoas puxando”
Luigi Cardoso Alves, 24 anos
cursa o 4º ano de publicidade, namora há um ano e meio
Sócio de: Museum (25%)
Nunca foi sócio de outra casa
Atividades diárias: faculdade e criação de gado
“Meus sócios e eu víamos os donos de clubes e pensávamos que seria moleza. Não é bem por aí”
Fonte: Revista Veja São Paulo






Foto: Revista Veja São Paulo

Faturamentos millionaires, beautiful women and the luxury brands. The new owners of the night São Paulo show how life can be a feast.
In one of the bureaus of the Cafe de la Musique, the entrepreneur Leo Ribeiro talks about their care with the picture. “I have tried to rid me of Fame of mulherengo,” he says. Alheia the conversation mole, a loira escultural comes to compliment him, almost on the fly. The two talk for a few seconds, dengosinhos, while the girl acaricia the hair it. At the foot of the ear, seem to combine a bid later or something like that. It is Thursday at the point of the golden youth of Sao Paulo, in Itaim. Ribeiro, one of the partners of the house, integrates the latest generation of entrepreneurs who, in front of bars, restaurants and nightclubs, divide the throne once occupied by kings of badalação São Paulo José Victor Oliva, Ricardo Amaral and Giancarlo Bolla. These are the new princes of the night, dedicated to receive the public, as they did, endinheirado and willing to empty their polpudas portfolios in farra.
Ribeiro has 5% of Cafe, plus 15% of the subsidiary in Florianopolis. Though relatively modest, its share is enough to enjoy a way of life enviable. She runs a Toyota Corolla 2007 ( “no draws attention”), lives in an apartment of two rooms in the Gardens, where houses his collection of fifteen brands of watches ranging from the Rolex Swatch. “And always is with any loira sensational side,” says a friend. Only wear clothes of grife. “Gain quite something. Other day, Volkswagen left me a car in comodato because legal circle for places,” he says. Worship Dolce & Gabbana, Calvin Klein and Prada. Of the national, Iódice and Sergio K. The latter, incidentally, seems omnipresent in closets that rapaziada. “Donos, home nightly trainers are of the opinion,” says the designer of the brand owner, Sergio Kamalakian, which tends to give the figures as they discount of 20%. “Many people come to shop interested in buying the same shirt that one of them appeared in a social column.”
Sympathetic, prepared to respond on almost everything, Ribeiro closes the nozzle when the subject is money. Traço common to all the other characters in this story. No one reveals their income, commissions and the like. But it is not difficult to make a rough calculation. In the case of Cafe, for example, are 1,000 people a week, who spend on average 90 real, resulting in sales of 90,000 real. That’s 360,000 real gross per month. With a margin of 20% gives a net income of around 70,000 real. It seems little, taking into consideration the style of life they have. But the tilintar of the box registradora sounds to enforce because of other source of income, much caudalosa: the sponsorship. The biggest asset of a top ballad is its clientele. As bees on honey, a swarm of companies seeking expose your brand to these visitors, considered the elite of the elite. “If the consumer discovers a new product during a party nice, what is marked as a magical moment,” says Joseph Victor Oliva, with the experience of millions who commanded fourteen homes in the decades of 80 and 90.
An event that draws attention is the Buddha Bar Franchise gastronomic present in Paris, New York, Dubai and Beirut, runs with the works for the opening in December, in Daslu. Value of investment: 4.5 million dollars. Only Thailand to bring the huge statue of Buddha, 580 kilos and 4 meters high, which enfeitará the hall were spent 110000 real. Partners heavy-weights ensure the success of the business, with assessments of sponsorship minimum of 150,000 real. On that list, are Visa, Procter & Gamble and Mercedes-Benz. The Diageo, owner of brands such as Johnnie Walker, Smirnoff, paid 400,000 real, in cash and products, the exclusivity to sell its drinks in the house. “For any company, is the chance to be 100% close to the consumer that most concerns us,” says Karina Guarita, manager of communication from another manufacturer, Moët Hennessy, the champanhes Dom Pérignon and Veuve Clicquot.
In general, this moçada is arredia if it is their cases, rolls, cal - ticos in fubá and friendships color of any kind. Unlike one of musos of the previous generation, Mansur Rico, which has no curriculum Gisele Bündchen, Luana Piovani, Isabella Fiorentino, Leticia Birkheuer, ufa!, Isabeli Fontana, the majority namora women little known. Except Luigi Cardoso Alves, a partner of the Museum, whose girlfriend, Fabiana Tambosi, model and star is a campaign of shampoo. The team of committed account also with Rubens Zogbi, holder of 51% of the Buddha Bar, which namora three years ago to dasluzete Ales - sandra Ugolini. “Let us marry in 2008,” he promises. Maria Marcos, the Japanese Yabany, Disco and Bar D’The Street, is a year ago with the public-relations Chris Corchs. Finally, Dudu Linhares and its beautiful green eyes makes a tremendous success among mocinhas who attend his boteco, Joe Bonito, in the Vila Nova Conceição. “The girls sent by mail elegant waiters,” says, encabulado. “It’s a desperation,” desabafa Carla Luque, 23 years, his girlfriend, who jura never have specified draw satisfaction with any assanhada. The wing of the single, free and loose, in turn, is represented by Michel Saad and Marcos Campos, Disco, and Leo Ribeiro. It is not for lack of choice. “Whenever I see the two surrounded by beautiful women,” the journalist delivery Joyce Pascowitch. Come her, in fact, the explanation of why in ten of eleven boys reject the pecha of playboy that usually falls on them. “Who works, even in the activity more prazerosa the world, should not be strikethrough well,” he says. “Today there is no longer the subject which lives only in dollar of parents, without ever put their hand up.”
This, let’s be honest, all these playboys, ops!, Entrepreneurs do. Enge - nheiro civil formed by Mackenzie, post-graduate by Faap, Michel Saad worked eight years in builder and developer from his family, the Trisul. Currently, gives expedient daily in the office of Disco, whose programming is responsible. The transition was difficult. “It took two years to see that my father was not a joke, I earned money,” she says. Besides owning an agency of events that only in 2007 brought the country thirty DJs gringos (15% of each cache was with him), collecting 5000 real himself to command the sound at parties and events Jasons, for two hours. In the next year, intends to inaugurate its third venture, the Terrasse. It is a Mediterranean-style bar, also in Vila Olympia, whose works begin until December. Such activity allows to give the luxuries getting to work on board a Porsche Carrera 1999, car that reveza with its Passat Variant 2004, and that traveling to the outside world, on average, six times a year. How loves skiing, ruma of suitcase and cuia to Courchevel in the French Alps, on Carnival, and to Portillo, Chile, in July. Moves to no more than ten days off on each of these trips. Missing, however, have their own apartment. “Not sobrou dollar to buy,” he says, who lives in a rented loft in Morumbi.
Not only Saad who works during the day. The vast majority of entrepreneurs of the night is another activity, as far as their main source of income. They are called partners - investors, who often do not go near the clubs and, in general, prefer not appear in reports and disclosure related to the business. But why, after all, the same house has many owners? There are two explanations. First because it is a difficult business - the nightclub the fashion of today can be considered cafonérrima tomorrow. Hence, if many people invest little money and business sinks, the damage is minor. The other reason walks by social, as explained Dudu Linhares, Joe Bonito. “With ten owners, you have several groups to fill the house,” he says. “They are mailings that are complementary.”
Speaking of network of contacts, the seven characters heard by See Sao Paulo said considering the posts of the great shake to do business. “I believe in the Buddha Bar as a center for business relationships, which play during the day,” says Rubens Zogbi, which has a company of private welfare and financial. “Winning money here is the last thing I am going by the head.” Maria Marcos, the Bar D’The street, known ballad in the partners of its next and most daring works, the nightclub Mercato 55, in New York, whose inauguration is scheduled for next month. Its partners Marcos Campos and model Fernanda Motta (presenter of the program Brazil’s Next Top Model), among others. “We will open a subsidiary in Sao Paulo next year.”
Precisely for having few friends influential resolved when opening its first restaurant in 2002, to 23 years, Marcos Maria ate the sushi that the devil amassou for business take off. Son of a couple of Lebanese, grew up working with his father in the manufacture of jeans in the family, in the Brás. A former is in economics, and when solved replace the textile industry by Japanese moderninho Yabany, penou to get sponsorship. “Only those who know people in the industry is hot investors,” he says, escaldado from experience. Fortunately the 1 million reais who invested with fellow adventure satisfied, and the place turned point. “I would like six houses in the city,” suspira.
Knowing few people, was to be expected, hinders any work. Surprise also noted that families have many guys can turn around a nightmare, as discovered Luigi Cardoso Alves, the Museum. “If something was wrong, the staff came calling direct, because we were friends,” he recalls, without longing. “Olhava the owners of clubs and thought it would be moleza.” Mudou your mind when you realized that always need help in closing the box, there by 6 the morning, among other cucumbers typical of houses nightly. Student of the last year of advertising the Anhembi Morumbi, Luigi wants to inaugurate a new gastronomic point, dedicated to contemporary cooking, the Gardens. To maintain the standard of quality for its customers, we began a difficult mission: travel to known addresses gastronomic badalados as the Hacienda El Bulli, in Spain, the Sketch in London, eoL’Avenue in Paris. Difficult, in the case of galera, we know where the work ends and the fun begins.
Leo Ribeiro, 29 years
Lawyer, unmarried
Partner at: Cafe de la Musique (5%) of Sao Paulo and Florianopolis (15%)
It shareholder of: Lotus (5%)
Daily Activities: projects in marketing and an insurance company car
“A person can have all the money in the world and not fit the profile of customer of a house as the Cafe de la Musique”
Rubens Zogbi, 27 years
Administrator, namora three years ago
Partner at: Buddha Bar (51%)
It shareholder of: Lotus (10%)
Daily Activity: is the owner of a financial and a business of welfare
“Earn money with ballad is the last thing I am going by the head. I think it as a center of my relationships to other businesses”
Dudu Linhares, 23 years
Cursa the 3 rd year of public relations, eight months ago namora
Partner at: Bar Joe Bonito (10%)
Never partner of another house
Daily Activities: college, drills and games of polo
“The girls asked me to the waiters who deliver bilhetinhos, type mail elegant”
Maria Marcos, 29 years
Economist, a year ago namora
Partner at: Mercato 55, in New York (8%); Bar D’The Street (18%), Disk (20%), Yabany (50%)
Never partner of another house
Daily Activity: administering the finances of the houses of which is proprietary
“Open my first restaurant, for 23 years, almost left me crazy. Many people did not believe in me, so I had to be persistent to win”
Michel Saad, 31 years
A civil engineer, DJ, unmarried
Partner at: Buddha Bar (5%) and Disco (15%)
Never partner of another house
Daily Activities: organizes the programming of Disco and promotes visits by foreigners to the country DJs
“My father took some two years to accept that I earned money on the night. There are times I do not know what is stay in the red”
Marcos Campos, 45 years
Administrator, unmarried
Partner at: Mercato 55, in New York (10%); Cafe de la Musique, in Florianopolis (20%), Disk (35%)
He was member of: Casa Pizza (20%), Cabral (25%) and Sirena, in Maresias (25%)
Daily Activity: care of MC2 Managing Ideas, advice, products and services of high standard
“I think dangerous a business other members Tuesday. Gives for not having a dog, a coleira and three people pulling”
Luigi Cardoso Alves, 24 years
Cursa the 4 th year of advertising, namora for a year and a half
Partner at: Museum (25%)
Never partner of another house
Daily Activities: college and cattle breeding
“My partners and I víamos the owners of clubs and we thought that it would be moleza. Is not well there”
From: Veja São Paulo